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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Uma homenagem a um desconhecido, que devemos nós agora fazer

Através dos jornais de Coimbra soubemos agora da notícia do falecimento, recentemente (vide, em anexo, "Diário de Coimbra" de 31.01.2025), de um médico, localmente muito conceituado em Coimbra e em Arganil, chamado Carlos Alberto Maia Marques Teixeira, alguém que não tínhamos o prazer de conhecer pessoalmente (e nunca havia tido nada a ver com qualquer iniciativa ou actividade do CEMAR), mas que agora constatamos que é a mesma pessoa que, por sua própria iniciativa, há uns meses atrás, em 02.07.2024, quando teve conhecimento de que estavam a ser organizados, e vão ser publicados neste ano de 2025, alguns livros com testemunhos de homenagem e de celebração dos 30 anos de actividade do CEMAR e dos 40 anos de actividade de Alfredo Pinheiro Marques, quis mandar, e mandou, para esses livros de celebração, um seu testemunho e um seu poema.

Por isso, esse seu testemunho, e essa sua evocação poética da figura do Infante Dom Pedro duque de Coimbra, apesar de virem de uma pessoa para nós totalmente desconhecida, já haviam sido desde então incluídos — e vão estar, de facto, incluídos —, nesses livros de 2025 sobre o CEMAR e Alfredo Pinheiro Marques, quando tais livros forem publicados, neste ano.
Vão juntar-se, aí, com os testemunhos — e são muitos, e muito honrosos — de todos os que, ao longo do último ano (de 2024), e neste ano 2025, conhecendo Alfredo Pinheiro Marques e o CEMAR, e conhecendo o combate pela História e pela cidadania em que estamos empenhados, quiseram expressar publicamente a sua estima e a sua apreciação, e quiseram ter a coragem — sobretudo se nos arredores de Coimbra… — de lá deixar o seu nome assinado, na "Tabula Gratulatoria", e/ou no dossier de testemunhos desses livros.

Desses livros que vão ser agora publicados, neste ano de 2025, nestes arredores de Coimbra que são a Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Mira.

Entretanto constatámos, pelas notícias que agora vemos do seu óbito, que este médico Carlos Alberto Maia Teixeira, de Coimbra e de Arganil, para nós desconhecido, era proveniente e ligado aos mesmos círculos locais em que, aí, em Coimbra e Arganil, se movimentou também a grande figura que foi o médico Fernando Valle (o qual, também, outrora, em vida, se nos dirigiu, para nos honrar com a apreciação, que fez, do livro "A Maldição da Memória do Infante Dom Pedro e as Origens dos Descobrimentos Portugueses", que havia sido publicado pelo CEMAR em 1995).

O testemunho e a evocação poética que recebemos em 02.07.2024 vão portanto ser incluídos e, sem dúvida — por serem provindos de uma pessoa de Coimbra totalmente desconhecida para nós (mas que, por sua própria iniciativa, quis expressá-los, e quis comunicá-los!) —, têm um significado particularmente especial, acerca das actividades de Alfredo Pinheiro Marques e das actividades do CEMAR, no seu combate pela História e pela cidadania, ao longo das últimas décadas, em Portugal e nos arredores de Coimbra que são a Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Mira.

Tendo nós agora sabido, somente desta maneira, pelos jornais, do falecimento deste homem que até não conhecíamos pessoalmente — e agora já não iremos nunca conhecer pessoalmente… —, somos nós que agora aqui fazemos questão de o homenagear a ele, e de nos curvarmos perante a sua memória.
E aqui deixamos, desde já, divulgado, o testemunho que dele havíamos recebido, em 02.07.2024, acerca do nosso próprio combate, por Coimbra, pela figura do Infante Dom Pedro, e pela História:

"(…) Desde A Maldição da Memória do Infante Dom Pedro e as Origens dos Descobrimentos Portugueses que vivo fascinado pelo Regente.
Nado e criado em Coimbra, é degradante e vergonhoso não haver memória, numa cidade que se diz ser a Casa da Sabedoria.
Ser médico foi o meu ofício, mas cura não há para a ignorância boçal que por aqui graça. (…)
Deixo o meu testemunho "Anónimo"para poder dizer presente:
"(…)
Foi a imolar um Regente (…)
Não foi a descansar  em paz.
Anda, de um outro modo, aqui no ar!
É uma aragem nova, que vem chegando
E partindo... Não me quer! Ainda...
E assim aconchega o que me basta.
Que começa neste rio Munda, aqui
E acaba para lá dos mares
Por conhecer, ao longe!
Ó Infante Dom Pedro:
Quem dera ser meu teu olhar!"
(…)"

CARLOS ALBERTO MAIA MARQUES TEIXEIRA (02.07.2024)


De facto, só podemos acrescentar que, num mundo como este, cada dia mais se vê reinar — sobretudo em Coimbra (mas não só) — a mais boçal ignorância e a mais abjecta cobardia, disfarçadas de conveniências institucionais. Mas é recompensador sabermos que houve alguém que foi capaz de nos ler e de nos compreender, quando um dia escrevemos e publicámos, num livro, o que achámos que era importante ser escrito e publicado em livro.








"HISTÓRIA, MEMÓRIA E EXEMPLO DO PASSADO, PARA LIBERTAÇÃO DO FUTURO"

"(…) Ser ignorante do Passado é como ser uma criança para sempre (…)" [ Marco Túlio Cícero, 106 a.C - 43 a.C ]

"(…) Que os homens não aprendem muito com as lições da História é a mais importante de todas as lições que a História tem para ensinar (…)" [ Aldous Huxley, 1959 ]